Lusitanos de paixão

compaviriato

O guerreiro Lusitano era temido pelos seus inimigos. Ao mesmo tempo era admirado pela sua bravura e tenacidade. Segundo Diodoro, os guerreiros Lusitanos eram os mais valentes de todos os povos ibéricos.

Não só constituído de homens, os guerreiros Lusitanos eram também mulheres, que tal como os seus irmãos, combatiam hábilmente e com valentia.

Entre os Romanos, as “dores de cabeça” eram uma constante, já que, com os Lusitanos as guerras não terminavam. Nada era decidido numa batalha (como usavam os Romanos). Os Lusitanos, dia após dia, continuavam a guerrear! Não se rendiam, não se davam como vencidos, não paravam!

Outro aspeto é o facto de surpreenderem constantemente o inimigo, através de embustes, humilhações e estratégias que desmoralizavam os Romanos constantemente. Os Lusitanos usavam várias técnicas inesperadas em combate e segundo o próprio Júlio César, estes métodos desorganizavam os militares Romanos.

Não pensem que eram brandos e que o que faziam era para defender! eram terrivelmente ofensivos. Surgiam a horas inóspitas e também combatiam em lugares inóspitos. A falta de energia não acontecia e estavam sempre prontos a guerrear. Levavam anos, décadas e nada os parava.

Em território Lusitano a guerra não tinha fim e apesar de os Romanos se terem implantado no seu território, os Lusitanos nunca aceitaram e nunca se renderam.

Pode dizer-se que durante toda, ou quase toda a existência do Império Romano, a Lusitânia não se vergou a Roma, não foi romana e as edificações romanas foram só isso: pedras, muros e vidas ilusórias a alimentar um ego que não durou.

A sociedade na antiga Lusitânia era fundamentalmente composta de uma hierarquia militar e todos participavam da decisão de quem seriam os seus líderes: Os bravos, corajosos e vitoriosos!

Os tempos mudaram: não usamos lanças nem escudos. Mas… mudaram mesmo? ou… mudaram para melhor? Não me lembro de participar em concílios populares, ou de verificar no terreno a capacidade dos que poderei escolher para o governo do território que habito. Já não há cicatrizes, sangue… já não há meio de intervir diretamente, foi-nos roubado! ou… deixámos que nos roubassem…

Seja como for, somos potentes, poderosos… não devíamos, em situação alguma, sentir medo! não descendemos do medo!!! descendemos da honra! descendemos da transparência! Devemos lembrar-nos disto.

 

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